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Antes… Um velho apartamento, antigo, cheio de memórias, mas esquecido, abafado, com os seus belos tectos descurados, paredes feridas, portadas cerradas, onde reinava a escuridão, soalhos de madeira desgastados, pisados pelo tempo, um tempo que foi passando, enquanto toda aquela beleza de um lar, ali estava em agonia, sufocada e condenada ao esquecimento, de dia para dia. Depois… Duas pessoas, à procura de um canto para reconstruir, para viver, decorar com o seu toque pessoal, com glamour, onde imperassem os pormenores vintage, art nouveau, déco, entre outros detalhes derivados de duas fortes personalidades. A cada dia, um desabrochar de novidades, de ideias, de momentos erguidos, de descobertas, de gostos glamorosos, um pequeno mundo, dentro de outro mundo. Um apartamento que ganhou vida aos poucos enriquecido de importantese significativas características pessoais.

Gás na iluminação à moda antiga.

E enquanto vamos desbravando cada canto da casa para instalar as canalização da luz, vamos descobrindo o que a nosso ver são riquezas do passado. E se existem tantas por aqui... Pois é, podem não acreditar mas os candeeiros por aqui, há 100 anos, eram alimentados a gás, atravéz de canos de chumbo que passavam por dentro do tecto e paredes, e que passam, pois não os tiramos, mesmo logo a seguir aos estuques trabalhados. Estes mesmos canos tinham então umas terminações chamadas de redutores que estavam colocadas no meio das divisões por dentro dos florões centrais e válvulas de corte nas paredes que funcionavam como interruptores, tudo isto pronto a alimentar o candeeiro que ali se colocasse. Os canos, como já dissemos, deixamos ficar, mas os redutores tivemos de os tirar para que se pudesse colocar os suportes para os novos (mas antigos) candeeiros. Vejam como eram os redutores e os canos nas imagens seguintes. O reductor da imagem vai ficar por cá como recordação.



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