Existem muitas casas desta que já
não os têm! Infelizmente dizemos nós, pois caracterizam muito a época antiga e
os prédios centenários de Lisboa. Falamos dos estuques trabalhados, que são os
efeitos que existem no tecto, como aves, flores, frutas, linhas, entre outros
motivos que encontramos a adornar o “céu” do nosso lar… Com o tempo e porque as
casas por vezes não são usadas da melhor maneira, vão caindo cada vez mais
estes enfeites e as pessoas por desleixo ou por impossibilidade monetária não
decidem restaura-los. Por desleixo porque muitas pessoas não ligam a estes
pormenores e não se querem mesmo preocupar com este tipo de coisas, com estes
patrimónios que parece não interessar a quem vive dentro de 4 paredes e que
apenas e infelizmente já vê a casa só para ir dormir… É o mundo de hoje, o
mundo moderno e estas coisas de estuques trabalhados não passa para muita gente
de “coisas que não interessa. Mas também existem os que não os restauram por
impossibilidade monetária. Até gostam, mas as empresas que se propõe a arranjar
este tipo de coisas fazem-no por orçamentos que acabam por ser elevadíssimos
para a carteira das pessoas… Nós por cá, e lá porque gostamos de ser
engenhocas, não pagamos a ninguém para o fazer. Fazemos nós. E com muito mais
valor. Porque vemos a casa como um mundo muito importante onde apreciamos
degustar o tempo e não apenas para pernoitar, fazemos questão de ir buscar o
antigo, manter a originalidade e portanto metemos mãos á obra. Os poucos
motivos de estuques trabalhados que faltam na casa, vamos reconstrui-los nós.
Como? Simples… Parece complicado mas até está a ser simples. Plasticina para
moldes, estuque em pó, e algumas madeiras para servir de amparo e eis que se
faz uma magia. Através de um motivo existente no tecto, colocamos plasticina de
forma a criar o motivo que queremos restaurar, (existe sempre motivos iguais
aos que estamos a fazer por serem muitos) depois retiramos o molde, colocamos o
estuque já preparado em estado líquido no molde, deixamos secar, retiramos o
trabalho já feito e seco do molde e fica pronto a colocar no local em falta.
Cola-se com estuque ou outro tipo de cola e pressiona-se no local com umas
madeiras até estar bem colado e pronto a ser pintado como se ali estivesse há
dezenas de anos. Nas imagens vemos peças dentro da plasticina ainda a secar e
vemos flores já preparadas para colocar no tecto. Deliciem-se…
- ...é com certeza uma casa portuguesa!
- Antes… Um velho apartamento, antigo, cheio de memórias, mas esquecido, abafado, com os seus belos tectos descurados, paredes feridas, portadas cerradas, onde reinava a escuridão, soalhos de madeira desgastados, pisados pelo tempo, um tempo que foi passando, enquanto toda aquela beleza de um lar, ali estava em agonia, sufocada e condenada ao esquecimento, de dia para dia. Depois… Duas pessoas, à procura de um canto para reconstruir, para viver, decorar com o seu toque pessoal, com glamour, onde imperassem os pormenores vintage, art nouveau, déco, entre outros detalhes derivados de duas fortes personalidades. A cada dia, um desabrochar de novidades, de ideias, de momentos erguidos, de descobertas, de gostos glamorosos, um pequeno mundo, dentro de outro mundo. Um apartamento que ganhou vida aos poucos enriquecido de importantese significativas características pessoais.
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