Lembram-se de termos ficado super
irritados de esta ser a única casa que não tinha o visor de porta original?
Lembram-se? São capaz de se lembrar também que somos muito teimosos e que
dissemos que iamos conseguir encontrar um igual aos outros das portas que existem
no prédio... Pois é, e conseguimos. Depois de colocarmos um anúncio na internet
a procurar alguém que tivesse um visor de porta igual ao que havia sido
retirado da nossa linda porta de madeira, eis que algum tempo depois fomos
contactados por um senhor que fazia demolições em prédios e que segundo ele poderia
ter o que nós procuravamos. Pelo menos a fotografia ele já tinha visto,
portanto não existia muito que enganar. O senhor é do Porto, mas vem com frequência
a Lisboa em trabalho, portanto teriamos apenas de marcar uma hora num local
qualquer a combinar para ver se era mesmo o que precisavamos e procuravamos. Na
verdade, já tinhamos encontrado na feira da ladra em Lisboa, uma parte de um
visor igual ao que procuravamos, mas o vendedor só tinha um dos lados e nós não
poderiamos colocar o mesmo sem a outra metade, de qualquer das formas
compramos, porque nunca se sabe se encontrariamos a outra metade em outro lado
qualquer... Mas voltamos ao senhor do
Porto... Depois de tirarmos a fotografia a uma porta de um vizinho e de a
colocar na internet, foi só aguardar que alguém se pronunciasse e este “senhor
demolidor” foi um anjo que nos apareceu. O visor que nos mostrou era igual,
igual e torno a dizer, mesmo igual aos das portas do nosso prédio.. Felicidade
tremenda.. Claro que ficamos logo com ele. Que lindo que ia ficar na nossa
porta cor de pinho envernizada. A porta (principal), já não tem tinta pelo
interior, que é como vai ficar e embora ainda não esteja envernizada decidimos
colocar o visor de imediato para vermos a beleza e luz que o mesmo ali
ostentava... Nas imagens vemos o visor colocado na porta com a tinta velha e
depois sem tinta. Confiram. Bonito não é?
- ...é com certeza uma casa portuguesa!
- Antes… Um velho apartamento, antigo, cheio de memórias, mas esquecido, abafado, com os seus belos tectos descurados, paredes feridas, portadas cerradas, onde reinava a escuridão, soalhos de madeira desgastados, pisados pelo tempo, um tempo que foi passando, enquanto toda aquela beleza de um lar, ali estava em agonia, sufocada e condenada ao esquecimento, de dia para dia. Depois… Duas pessoas, à procura de um canto para reconstruir, para viver, decorar com o seu toque pessoal, com glamour, onde imperassem os pormenores vintage, art nouveau, déco, entre outros detalhes derivados de duas fortes personalidades. A cada dia, um desabrochar de novidades, de ideias, de momentos erguidos, de descobertas, de gostos glamorosos, um pequeno mundo, dentro de outro mundo. Um apartamento que ganhou vida aos poucos enriquecido de importantese significativas características pessoais.
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