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Antes… Um velho apartamento, antigo, cheio de memórias, mas esquecido, abafado, com os seus belos tectos descurados, paredes feridas, portadas cerradas, onde reinava a escuridão, soalhos de madeira desgastados, pisados pelo tempo, um tempo que foi passando, enquanto toda aquela beleza de um lar, ali estava em agonia, sufocada e condenada ao esquecimento, de dia para dia. Depois… Duas pessoas, à procura de um canto para reconstruir, para viver, decorar com o seu toque pessoal, com glamour, onde imperassem os pormenores vintage, art nouveau, déco, entre outros detalhes derivados de duas fortes personalidades. A cada dia, um desabrochar de novidades, de ideias, de momentos erguidos, de descobertas, de gostos glamorosos, um pequeno mundo, dentro de outro mundo. Um apartamento que ganhou vida aos poucos enriquecido de importantese significativas características pessoais.

O "Enterro" da banheira


Continuamos no quarto de banho. Agora vamos andar por aqui, aos poucos, como já sabem que vamos fazendo tudo… Devagar se vai ao longe não é? Já vos tínhamos mostrado as loiças horrendas os azulejos que detestamos com laços azuis, já vos tínhamos mostrado mais no início do blog que este quarto de banho tinha sido “criado” dentro de um quarto interno que foi dividido por uma parede falsa de pladur e que nós destruímos entre outros pormenores como a existência de uma porta asquerosa que substitui uma porta de origem que esteve escondida anos dentro de uma parede. Estas peripécias já vos tínhamos mostrado e agora é a vez de vos mostrar o que andamos a fazer cá por dentro do dito espaço. Entre a procura de louças antigas e que retratem bem a data deste edifício, temos de retirar as louças que ca existem e que foram colocadas na criação desta divisão para dar lugar às que vamos arranjar. Já andamos em negociações para adquirirmos uma sanita e um bidé antigo, já andamos a bisbilhotar sites, feiras de antiguidades e afins no enlace de uma banheira vitoriana que adorávamos ter, bem como também já andamos a ver aqui a ali uma peça moderna que queremos “misturar” mas com bom gosto no quarto de banho antigo e que é um poliban. Esta semana andamos de volta da banheira, uma banheira em ferro anos 80, normalíssima, mas que não gostamos. Não gostamos, não gostamos, não gostamos. Ponto Final. Queremos uma banheira Vitoriana porque adoramos essas coisas, esses pequenos luxos que achamos que merecemos. Portanto a primeira coisa a retirar daqui é a banheira. Acreditem que a odisseia não está a ser fácil. Partimos os azulejos em volta, retiramos cimento, tijolo, e tivemos à vista a tabua corrida escondida há anos por baixo do dito cujo “depósito de água” esmaltado :-/ Aventura, aventura, vai ser levar este monstro para baixo, para a estrada, de maneira a que a Camara Municipal de Lisboa o venha recolher. Já ligamos ao serviço de recolha e eles vêm ai. Não vai ser fácil. Na imagem pode não parecer, mas ficamos estupefactos de como é que esta “coisa” pesa kilos e Kilos assustadores. Vejam as imagens J







 

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