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Antes… Um velho apartamento, antigo, cheio de memórias, mas esquecido, abafado, com os seus belos tectos descurados, paredes feridas, portadas cerradas, onde reinava a escuridão, soalhos de madeira desgastados, pisados pelo tempo, um tempo que foi passando, enquanto toda aquela beleza de um lar, ali estava em agonia, sufocada e condenada ao esquecimento, de dia para dia. Depois… Duas pessoas, à procura de um canto para reconstruir, para viver, decorar com o seu toque pessoal, com glamour, onde imperassem os pormenores vintage, art nouveau, déco, entre outros detalhes derivados de duas fortes personalidades. A cada dia, um desabrochar de novidades, de ideias, de momentos erguidos, de descobertas, de gostos glamorosos, um pequeno mundo, dentro de outro mundo. Um apartamento que ganhou vida aos poucos enriquecido de importantese significativas características pessoais.

O Vitral

 
Tínhamos dito que íamos falar um pouco do "Vitral", para quem não está muito dentro desta arte... E aqui estamos nós. Antes de publicarmos o segundo Vitral da casa, fiquem com um texto que criamos onde podem conhecer os diferentes tipos de Vitral existentes e a sua história. Reunimos toda a informação da Internet e achamos que é mais que suficiente para se apaixonarem...
 
O Vitral
 
O vitral é um tipo de vidraça composta por pedaços de vidro coloridos, que geralmente representa cenas ou personagens. É um dos elementos arquitetónicos característicos do estilo gótico. O vitral teve origem no Oriente por volta do século X. No entanto, foi no Ocidente que a arte se vincou, inclusive sendo atribuída aos romanos por alguns historiadores. Os vitrais na idade média eram usados para reforçar a espiritualidade. Os vitrais foram amplamente utilizados na ornamentação de igrejas e catedrais, uma vez que o efeito da luz do Sol que por eles passava, provocava uma grande imponência e espiritualidade ao ambiente, um efeito que era reforçado pelas imagens que neles próprios eram retratadas, na sua maioria cenas religiosas. Os tons que a luz adquiria ao passar pelos vitrais transmitia paz e imponência e, por esse motivo, a magnífica arte dos vitrais foi adotada pela arquitetura. Só a partir do século XIX é que o vitral se começa a despegar do tema religião, para também passar a ser usado como decorativo.
As técnicas utilizadas para a produção do vitral são:
Tradicional - Usada até aos nossos dias, onde são usadas peças de chumbo em formato de "U" ou de "H" como suporte para os diversos vidros que constituem o painel. A cor nas peças de vidro são originalmente obtidas pela adição de substâncias como o bismuto, o cádmio, o cobalto, o ouro, o cobre e outros, à massa de vidro em fusão. De peso elevado, os vitrais construídos assim apresentavam problemas de estrutura, fragilidade, deformação, manutenção difícil, além de um elevado custo.
Tiffany - Criado por Louis Comfort Tiffany(*), no início do século XX, também é referido como vidro e fita de cobre. As peças de vidro, envolvidas pela fita de cobre, são estanhadas e soldadas entre si. A coloração é obtida como na técnica tradicional. Embora pouco usada em grandes superfícies, permite a montagem de pequenas peças em três dimensões, como por exemplo caixas, candeeiros e outros objetos. (*)- Louis Comfort Tiffany (1848-1933) foi um artista, designer de interiores e empresário norte-americano, melhor conhecido por seu trabalho com janelas e lâmpadas de vitrais, com mosaicos de vidro e com joalharia. É uma das principais figuras do movimento de Art Nouveau.
Fusing - Consiste em fundir vários vidros num só.
Overlay - Técnica contemporânea, que emprega um vidro-base (por exemplo, de tipo martelado, duplo, laminado, temperado ou outros), que recebe uma camada ("layer") que contêm as pistas em relevo e as áreas coloridas. Essa camada pode ser criada diretamente no vidro por reação química de resinas epóxi e materiais compósitos mas há empresas, que fornecem tiras de chumbo e películas de cor autocolantes que, embora com pouca durabilidade, permitem uma montagem vertical em janelas já existentes.
Termoformado - Consiste em dar volume a um vidro plano, utilizando um molde que dá forma ao vidro após este ser fundido a alta temperatura. Em conjunto com a técnica de "fusing" permite criar vitrais tridimensionais, como por exemplo em candeeiros, cinzeiros, pratos, e outros.
Técnica de Grisalha e Esmaltes - Usada em conjunto com a técnica "tradicional". A grisalha é uma "tinta" artesanal usada para pintar pormenores (caras, mãos, sombras) pequenos demais para serem recortados em chumbo. Adere ao vidro depois de um processo de cozedura, resultando geralmente em tons amarelo/castanho. Na sua fórmula entram componentes como o nitrato de prata, goma e componentes mais ou menos secretos ou exóticos, como o vinho ou mesmo a urina. Os esmaltes são produtos transparentes compostos por partículas de vidro e óxidos misturados e levados a uma temperatura de fusão, o que confere cores de grande vivacidade ao vidro.
Gemmail - Uma justaposição de fragmentos de vidros coloridos, por vezes sobrepostos, que são colados uns aos outros, formando composições translúcidas.
Técnica de gravação - Também denominada de foscagem, é baseada em moldes em metal, cera ou película, e permite gravar os vidros com ácido ou jato de areia. Por ser acromático, não é considerado verdadeiramente um "vitral".
Pintura - Produz um falso vitral. O vidro substitui a tela como suporte e são empregadas tintas translúcidas. De baixo custo e execução relativamente simples, apresenta baixa longevidade.
 
“A translucidez do vidro é o melhor caminho para a penetração do Espírito Santo no coração humano”  - Poeta Ruskin

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