Primeiro tiramos o estuque, por
dentro das “molduras de madeira” que já havíamos colocado na parede e que nos
serve de “travão” para que o estuque bom e em volta não seja destruído, mas
agora temos de começar a ter fundura para que a caixa do quadro possa ser
inserida na parede. Não toda, mas pelo menos metade. Tentamos em todos os locais
em que temos de mexer nos interiores das paredes, nunca retirar a tabica, prova
disso é, que nas instalações elétricas, os canos passam por dentro sem que seja
preciso destruir nada, mas aqui, temos mesmo de ir mais ao fundo. Mas tudo com
muito cuidado, sempre com muito cuidado… Estamos a cortar as tabicas com a
fundura necessária…
É uma casa portuguesa com certeza…
- ...é com certeza uma casa portuguesa!
- Antes… Um velho apartamento, antigo, cheio de memórias, mas esquecido, abafado, com os seus belos tectos descurados, paredes feridas, portadas cerradas, onde reinava a escuridão, soalhos de madeira desgastados, pisados pelo tempo, um tempo que foi passando, enquanto toda aquela beleza de um lar, ali estava em agonia, sufocada e condenada ao esquecimento, de dia para dia. Depois… Duas pessoas, à procura de um canto para reconstruir, para viver, decorar com o seu toque pessoal, com glamour, onde imperassem os pormenores vintage, art nouveau, déco, entre outros detalhes derivados de duas fortes personalidades. A cada dia, um desabrochar de novidades, de ideias, de momentos erguidos, de descobertas, de gostos glamorosos, um pequeno mundo, dentro de outro mundo. Um apartamento que ganhou vida aos poucos enriquecido de importantese significativas características pessoais.
Perfuração para o quadro elétrico.
Lembram-se de termos marcado o
local para o quadro elétrico? Não se lembram? Vejam aqui: [http://umacasaportuguesa.blogspot.pt/2012/09/o-local-para-o-quadro-electrico.html]Não podemos esperar mais e agora é que é…
Muito cuidado na abertura das estruturas da parede para que finalmente o “coração”
das instalações elétricas cá de casa fique a funcionar com os batimentos no
sitio J E
olhem que isto não é um “coração” qualquer… Visto e aprovado por alguém duma
empresa de eletricidade, que disse que isto é uma obra de arte. O que não vale
um de nós perceber da área… J
Eletricidade e instalações elétricas com fartura.
E as instalações elétricas
continuam. Para que fique tudo como nós queremos, esta é uma das partes que tem
dado mais trabalho e como estamos a restaurar este pequeno palácio aos poucos,
muito aos poucos, a coisa é demorada. Mas nós gostamos… Já sabiam que não íamos
deixar canos à vista, já sabiam que teríamos de fazer tudo sem que colocássemos
as estruturas em risco, já tinham visto que íamos aos pouco fazendo tudo ao
nosso gosto, e continuamos a fazer. Como andamos de divisão em divisão, desta
vez vimos com mais instalações elétricas. Canos por aqui, canos por ali, puxa
fios daqui e puxa fios de acolá e é o que se vê nas imagens. Não tem sido fácil
por vezes colocar os canos por baixo das pequenas tabicas, mas nós com muito
jeito e paciência lá conseguimos fazer a coisa perfeita perfeitinha.
Mais Estuques Trabalhados
E continuamos na casa com o mesmo
gosto de sempre. O tempo não dá para tudo, mas vai dando para fazer aos poucos.
E precisamos de mais estuques trabalhados. Mais estuques para colocar em
determinados locais em que os mesmos foram caindo ao longo dos anos. O processo
já o contamos aqui numa outra publicação idêntica, mas voltamos a dizer como o
fazemos.
Plasticina para moldes, estuque
em pó, e algumas madeiras para servir de amparo e eis que se faz uma magia.
Através de um motivo existente no tecto, colocamos plasticina de forma a criar
o motivo que queremos restaurar, (existe sempre motivos iguais aos que estamos
a fazer por serem muitos) depois retiramos o molde, colocamos o estuque já
preparado em estado líquido no molde, deixamos secar, retiramos o trabalho já
feito e seco do molde e fica pronto a colocar no local em falta. Cola-se com
estuque ou outro tipo de cola e pressiona-se no local com umas madeiras até
estar bem colado e pronto a ser pintado como se ali estivesse há dezenas de
anos. Nas imagens vemos peças dentro da plasticina ainda a secar e vemos flores
já preparadas para colocar no tecto.
Hoje chove… Deliciem-se a ler e a ver como fazemos…
Janela Escondida
Lembram-se de vos termos falado
no quarto interno que foi dividido por pladures e que deu origem a uma casa de
banho e a uma divisão minúscula interna? Lembram-se da porta escondida
propositadamente para se poder colocar um lavatório mais moderno dentro da casa
de banho que criaram? Lembram? [http://umacasaportuguesa.blogspot.pt/2012/06/uma-porta-escondida.html]
Pois, mas a porta escondida não foi a única coisa a ser escondida. Existiu também
naquela divisão interna uma janela, que estava situada na parede que dá para o
quarto exterior. Através dessa janela, a luz, a boa claridade, chegava ao
quarto interno. Mas, quem resolveu criar a casa de banho não quis saber disso
para nada, e para colocarem os pladures que deram origem a uma parede, taparam
essa janela. Claro que nós não queremos a coisa assim… Como tal esgravatamos a
parede e olhem o que encontramos…
Na imagem em baixo andávamos a "esgravatar"... A descoberta...
Na imagem seguinte vemos o interior da janela suportado por calhas metálicas mas já sem o forro exterior que a escondia...
Na imagem seguinte a Janela já aberta, onde se vê o tecto do quarto exterior que no passado a "alimentava" com luz da rua.
A casa veste Prada.
Lembram-se do Vitral em que nas
laterais aplicamos uns vidrinhos Laranja não lembram? É dele que vimos falar
uma vez mais antes de revelar as imagens… Quem nos acompanha já notou que
adoramos o que é antigo, gostamos da Lisboa do início do Séc. XX, gostamos da
Arte Nova, gostamos dos prédios de traça antiga, exuberantes, altos, carregados
de janelas e portas adornadas, de pormenores que saltem à vista. Gostamos e por
isso sempre que podemos, lá andamos na rua a olhar para o ar, precisamente para
ver o que ainda resta do antigo bonito na cidade de Lisboa. E foi assim num dos
nossos passeios noturnos na capital que descobrimos o motivo do nosso segundo
Vitral cá em casa… Pois é. Alguns dos nossos preferidos são a maioria das construções
de Lisboa que foram premiadas com o Prémio Valmor… Para quem não sabe o Prémio
Valmor é um prémio de Arquitetura e que consiste desde 1902 em premiar todos os
anos um dos novos edifícios de Lisboa. O prémio de acordo com a vontade do
Visconde de Valmor era dividido em duas partes, uma para o Arquiteto e a outra
para o proprietário do edifício premiado. Mas isto foi apenas uma curiosidade
para quem não sabia… E foi então num destes edifícios que vimos uma imagem que
gostamos, mais precisamente na Avenida da Liberdade em Lisboa, no edifício onde
se situa hoje a loja da Prada, vencedor em 1915 e que é da autoria do Arquiteto
Manuel Joaquim Norte Júnior. Se por lá passarem olhem para as bandeiras das
janelas da loja da Prada e vejam as cestas de frutas lindas de morrer… Foi
mesmo essas que quisemos reproduzir… Em ponto mais pequeno é claro, mas o mais
parecido possível… Caso para dizer, não como no famoso filme “O Diabo veste
Prada” com Meryl Streep e Anne Hathaway, mas sim que “A nossa casa veste Prada”
:D
Fiquem com uma imagem da loja na Avenida da Liberdade, no já referido edifício vencedor de um Prémio Valmor em 1915. (imagem retirada da internet)
O segundo Vitral e a surpresa do tamanho.
E hoje andamos de volta do
segundo vitral… Pois é… Lindo de morrer como devem calcular, mas desta vez,
neste vitral a coisa não foi assim tão fácil. Os vitrais já estão connosco há
algum tempo, mas não tínhamos ainda tido tempo de nos debruçarmos na sua colocação...
Mas verificamos logo, logo, no início que algo de errado estava ali numa desta
obras de arte… Agora já mete piada, mas no início ficamos um pouco assustados.
Quando mandamos efetuar os dois vitrais, não reparamos que as bandeiras das
duas janelas tinham alguma diferença em centímetros… Pois é! Imaginam o que
aconteceu não imaginam? Um dos vitrais ficou curto demais para a bandeira onde
deveria ser encaixado. Havia uma alternativa. A única no momento… Contactar o
artista que lhes deu vida e pedir para acrescentar um pouco mais desta arte de
cada lado e “Voilà”, mas a coisa não correu assim tão bem. Ligamos ao senhor
que tínhamos encontrado na feira de antiguidades e nada de novo, nada de nos
atender, portanto restou-nos a alternativa de nos deslocarmos a sua casa onde
tínhamos levantado os vitrais e falar com ele. Carrito à estrada e lá fomos
nós. Chovia torrencialmente. Chegado ao dito cujo local tocamos a campainha da
antiga moradia, mas achamos estranho verificarmos a caixa de correio abarrotada
com tanto papel e correspondência a transbordar… Nada de ninguém para nos
atender. Restou-nos recorrer aos vizinhos para mais informações. Na rua um
senhor passeava um cão. Perguntamos, mas nada nos soube dizer além de que já há
algum tempo não via por ali o proprietário. De avançada idade teria ido para um
lar? Falecido? O que é certo é que nunca mais o vimos nem nas feiras onde
costumava estar :-/ Tínhamos agora de por nossa conta arranjar uma alternativa.
Somos engenhocas e verificado que já tínhamos criado alguns perfis de madeira
para algumas janelas, restou-nos, criar dois espaços, um de cada lado do
vitral, de modo a que encaixássemos um vidro, laranja, que foi a cor escolhida,
suportado por perfis, dois perfis. Um perfil paralelo à terminação da bandeira,
o outro perfil, paralelo ao vitral e no meio um vidro colorido que ali ficasse
bem. E foi assim que tudo tomou rumo novamente… Ufa. Vejam como ficou os
encaixes laterais de que vos falamos. Aqui só mostramos as pontinhas onde podem
ver uma parte do vitral e um pouco do vidro laranja colocado de ambos os lados.
Depois iremos mostrar tudo já fixo no sítio que pertence.
Aqui podem ver a colocação do vidrinho laranja, suportado por perfis de madeira fina, que foi o salvador da coisa ;-) Está a correr muito bem...
O Vitral
Tínhamos dito que íamos falar um pouco do "Vitral", para quem não está muito dentro desta arte... E aqui estamos nós. Antes de publicarmos o segundo Vitral da casa, fiquem com um texto que criamos onde podem conhecer os diferentes tipos de Vitral existentes e a sua história. Reunimos toda a informação da Internet e achamos que é mais que suficiente para se apaixonarem...
O Vitral
O vitral é um tipo de vidraça
composta por pedaços de vidro coloridos, que geralmente representa cenas ou
personagens. É um dos elementos arquitetónicos característicos do estilo
gótico. O vitral teve origem no Oriente por volta do século X. No entanto, foi
no Ocidente que a arte se vincou, inclusive sendo atribuída aos romanos por
alguns historiadores. Os vitrais na idade média eram usados para reforçar a
espiritualidade. Os vitrais foram amplamente utilizados na ornamentação de
igrejas e catedrais, uma vez que o efeito da luz do Sol que por eles passava, provocava
uma grande imponência e espiritualidade ao ambiente, um efeito que era reforçado
pelas imagens que neles próprios eram retratadas, na sua maioria cenas
religiosas. Os tons que a luz adquiria ao passar pelos vitrais transmitia paz e
imponência e, por esse motivo, a magnífica arte dos vitrais foi adotada pela arquitetura.
Só a partir do século XIX é que o vitral se começa a despegar do tema religião,
para também passar a ser usado como decorativo.
As técnicas utilizadas para a
produção do vitral são:
Tradicional - Usada até aos
nossos dias, onde são usadas peças de chumbo em formato de "U" ou de
"H" como suporte para os diversos vidros que constituem o painel. A
cor nas peças de vidro são originalmente obtidas pela adição de substâncias
como o bismuto, o cádmio, o cobalto, o ouro, o cobre e outros, à massa de vidro
em fusão. De peso elevado, os vitrais construídos assim apresentavam problemas
de estrutura, fragilidade, deformação, manutenção difícil, além de um elevado
custo.
Tiffany - Criado por Louis
Comfort Tiffany(*), no início do século XX, também é referido como vidro e fita
de cobre. As peças de vidro, envolvidas pela fita de cobre, são estanhadas e
soldadas entre si. A coloração é obtida como na técnica tradicional. Embora
pouco usada em grandes superfícies, permite a montagem de pequenas peças em
três dimensões, como por exemplo caixas, candeeiros e outros objetos. (*)- Louis
Comfort Tiffany (1848-1933) foi um artista, designer de interiores e empresário
norte-americano, melhor conhecido por seu trabalho com janelas e lâmpadas de
vitrais, com mosaicos de vidro e com joalharia. É uma das principais figuras do
movimento de Art Nouveau.
Fusing - Consiste em fundir
vários vidros num só.
Overlay - Técnica contemporânea,
que emprega um vidro-base (por exemplo, de tipo martelado, duplo, laminado,
temperado ou outros), que recebe uma camada ("layer") que contêm as
pistas em relevo e as áreas coloridas. Essa camada pode ser criada diretamente
no vidro por reação química de resinas epóxi e materiais compósitos mas há
empresas, que fornecem tiras de chumbo e películas de cor autocolantes que,
embora com pouca durabilidade, permitem uma montagem vertical em janelas já
existentes.
Termoformado - Consiste em dar
volume a um vidro plano, utilizando um molde que dá forma ao vidro após este
ser fundido a alta temperatura. Em conjunto com a técnica de "fusing"
permite criar vitrais tridimensionais, como por exemplo em candeeiros,
cinzeiros, pratos, e outros.
Técnica de Grisalha e Esmaltes -
Usada em conjunto com a técnica "tradicional". A grisalha é uma
"tinta" artesanal usada para pintar pormenores (caras, mãos, sombras)
pequenos demais para serem recortados em chumbo. Adere ao vidro depois de um processo
de cozedura, resultando geralmente em tons amarelo/castanho. Na sua fórmula
entram componentes como o nitrato de prata, goma e componentes mais ou menos
secretos ou exóticos, como o vinho ou mesmo a urina. Os esmaltes são produtos
transparentes compostos por partículas de vidro e óxidos misturados e levados a
uma temperatura de fusão, o que confere cores de grande vivacidade ao vidro.
Gemmail - Uma justaposição de
fragmentos de vidros coloridos, por vezes sobrepostos, que são colados uns aos
outros, formando composições translúcidas.
Técnica de gravação - Também
denominada de foscagem, é baseada em moldes em metal, cera ou película, e
permite gravar os vidros com ácido ou jato de areia. Por ser acromático, não é
considerado verdadeiramente um "vitral".
Pintura - Produz um falso vitral.
O vidro substitui a tela como suporte e são empregadas tintas translúcidas. De
baixo custo e execução relativamente simples, apresenta baixa longevidade.
“A translucidez do vidro é o
melhor caminho para a penetração do Espírito Santo no coração humano” - Poeta Ruskin
Um dos Vitrais... A Bandeira.
Tínhamos falado há algum tempo
que as janelas das traseiras não iam ficar de qualquer forma… Lembram? Lembram de
dizermos que as bandeiras iam ser adornadas por 2 vitrais que estavam a ser
elaborados por um artista nesta área e que descobrimos numa feira de artesanato…
Pois é… Os Vitrais já estão na nossa mão há algum tempo, embora não tivéssemos tido tempo de os colocar ainda e estão lindos de morrer… Mas agora um deles já
está colocado no local e trata-se, revelamos, de uma bandeira Inglesa, bandeira essa que simboliza
um pouco onde este nosso Palácio se situa. Mais não
dizemos J
Fiquem com as imagens do Vitral. Na próxima publicação vamos mostrar como
estamos a colocar o outro vitral… Sim, porque tivemos de efetuar um pequeno
improviso que deu uma certa piada à coisa. Depois explicamos. Por agora fiquem
com a beleza que se segue… ;-)
Podemos ver nesta imagem que o Vitral é seguro por pequenos perfis de madeira.
Agora na próxima imagem podemos já ver toda a bandeira da porta com o Vitral colocado.
Lindo não é? :) E é mesmo um Vitral... Nada de pinturas.
Ausentes...
Temos andado ausentes... Nós sabemos que tem saudades nossas e nós confessamos: Estamos mortinhos por voltar aos restauros... Mas problemas pessoais obrigaram a que nos afastássemos um pouco do projeto. Mas, achamos que estamos capazes de neste momento voltar à carga. Esta semana já vamos ter surpresas :-)
O "Enterro" da banheira
Continuamos no quarto de banho. Agora vamos andar por aqui, aos poucos,
como já sabem que vamos fazendo tudo… Devagar se vai ao longe não é? Já vos tínhamos
mostrado as loiças horrendas os azulejos que detestamos com laços azuis, já vos
tínhamos mostrado mais no início do blog que este quarto de banho tinha sido “criado”
dentro de um quarto interno que foi dividido por uma parede falsa de pladur e
que nós destruímos entre outros pormenores como a existência de uma porta asquerosa
que substitui uma porta de origem que esteve escondida anos dentro de uma
parede. Estas peripécias já vos tínhamos mostrado e agora é a vez de vos
mostrar o que andamos a fazer cá por dentro do dito espaço. Entre a procura de
louças antigas e que retratem bem a data deste edifício, temos de retirar as
louças que ca existem e que foram colocadas na criação desta divisão para dar
lugar às que vamos arranjar. Já andamos em negociações para adquirirmos uma
sanita e um bidé antigo, já andamos a bisbilhotar sites, feiras de antiguidades
e afins no enlace de uma banheira vitoriana que adorávamos ter, bem como também
já andamos a ver aqui a ali uma peça moderna que queremos “misturar” mas com
bom gosto no quarto de banho antigo e que é um poliban. Esta semana andamos de
volta da banheira, uma banheira em ferro anos 80, normalíssima, mas que não
gostamos. Não gostamos, não gostamos, não gostamos. Ponto Final. Queremos uma
banheira Vitoriana porque adoramos essas coisas, esses pequenos luxos que
achamos que merecemos. Portanto a primeira coisa a retirar daqui é a banheira.
Acreditem que a odisseia não está a ser fácil. Partimos os azulejos em volta,
retiramos cimento, tijolo, e tivemos à vista a tabua corrida escondida há anos
por baixo do dito cujo “depósito de água” esmaltado :-/ Aventura, aventura, vai
ser levar este monstro para baixo, para a estrada, de maneira a que a Camara
Municipal de Lisboa o venha recolher. Já ligamos ao serviço de recolha e eles vêm
ai. Não vai ser fácil. Na imagem pode não parecer, mas ficamos estupefactos de
como é que esta “coisa” pesa kilos e Kilos assustadores. Vejam as imagens J
Recordar o "Quarto de Banho"
Achamos que ainda se lembram como era o “quarto de banho” cá na casa. Não
comem muito queijo pois não? No início desta “odisseia” mostramos fotos da casa
toda, fotos ainda na altura que andávamos a ver o mini palácio sem mesmo saber
se ainda ia ser nosso… tanta coisa que não gostamos, mas também tanta coisa que
nos apaixonou... Foi o que valeu… As loiças sanitárias não nos encantaram nada
mesmo nada, muito pelo contrário, causaram-nos pânico, muito branco sujo, assim
em modo de hospital, e depois com uns laços decorativos nos azulejos que nos
fazia lembrar uma toalha de mesa em desespero... Tudo para tirar como é óbvio, tudo
para destruir, mas não sem antes recordar… (As imagens podem ferir as pessoas
mais sensíveis) – Estamos a brincar J
Já agora: Corrijo o “tudo para destruir”. Vamos recolher alguns azulejos
para um trabalhinho lá mais na frente. Aguentem-se. Depois mostramos…
O Tempo...
O tempo... O tempo... O tempo... Estivemos algum tempo parados no próprio
tempo... Parados, aqui, na "Casa Portuguesa Com Certeza", porque a
vida assim o exigiu, porque além deste, temos outros projetos pessoais, e
porque nada pode parar... Mas pronto, cá estamos nós novamente, a dar
continuação ao nosso projeto e a dar-vos um poucos de nós. Obrigado aos que
perguntaram quando voltávamos, obrigado aos que nos seguem neste realizar
pessoal e pediram para voltarmos depressa...
Já dizia ALBERT EINSTEIN, que "A Vida é como andar de bicicleta. Para
ter equilíbrio você tem que se manter em movimento..."
O local para o quadro eléctrico
Depois de tantas voltas com as instalações eléctricas e com
fios para aqui e para ali, chegamos a um ponto que tivemos de começar a pensar
no quadro eléctrico, nos disjuntores, nas ligações disto e daquilo, e como haveriamos
de dividir os fios que colocamos por dentro das paredes. E como já devem ter
constatado são imensos fios, imensas ligações. Queremos pensar em tudo para que
um dia nada falte, para quem um dia não tenhamos que dizer que nos esquecemos
de colocar um fio para isto ou para aquilo e não nos lembrámos, ou dizer que
afinal podiamos ter colocado ali uma ficha eléctrica em determinado local e não
colocamos... Mas para isso tivemos de pensar como iria ser o quadro. Eis as
medições e marcações para o dito cujo... As madeiras são para impedir que o estuque em volta se destrua muito aquando da abertura dos roços.
Material para o quadro eléctrico
Tivemos de começar a comprar o material para o quadro
eléctrico. Caixas, platinas, disjuntores e por aí. Decidimos e elegemos a marca
Hager para este feito.
Companhias Reunidas Gaz & Electricidade
Lembram-se do quadro eléctrico assustador? Pois é, chegou a
hora de o retirar. E vejam o que encontramos nas traseiras gravado na parede. Para
os que tem mais dificuldade em ler, transcrevemos:
CMP.AS
Reunidas Gaz & Electricidade
508
Electricidade
Lugar do contador
Já agora: Pensam que a marca vai desaparecer? Não, não vai...
Depois mostramos. Vá lá a conter a curiosidade...
Improvisos
Por aqui, enquanto as coisas não estiverem a 100% temos de
improvisar. Ora liga interruptor daqui, ora liga interruptor dali... Fios para
aqui, fios para ali, etiquetas nos fios para não esquecer o que pertence onde,
enquanto não voltamos, e por aí a improvisar... Um confusão que vai dar a um
sonho. Prometemos J
Subscrever:
Comentários (Atom)










.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)


















.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)








.jpg)




